quarta-feira, 4 de maio de 2011

Diferenças entre desemprego conjuntural e estrutural


Capitalismo e desemprego, uma relação que vem de de longe

Mais uma vez o assunto é globalização. E quando se fala sobre um tema tão abrangente e atual, é mais do que necessário mostrar que o outro lado desta tão celebrada integração entre povos e países possui uma característica nada festiva.


Tema presente e de profundo interesse para os jovens que disputam um lugar ao sol, o acirramento da competitividade no mercado de trabalho traduz com precisão essa contraditória relação existente entre evolução e exclusão.

O questionamento sobre como poderão ser criados novos postos de trabalho, capazes de absorver esse crescente contingente de trabalhadores, e a necessidade de um constante aprimoramento profissional, são apenas algumas das preocupações de uma moçada que está apenas começando, mas não sabe como pode adquirir experiência se não lhes são concedidas maiores oportunidades.

Pensando nisso, coloquei duas breves explicações, com seus respectivos exemplos, de que o próprio conceito de desemprego, que afeta muita gente, possui suas variáveis.


Desemprego estrutural:

É resultante da modernização do processo produtivo, tendo relação com as novas formas de organização do trabalho.

Exemplos: mecanização do campo e automação industrial, ou seja, a substituição do homem pela máquina.

 A recente crise econômica dos Estados Unidos atingiu os mais diversos segmentos e setores da sociedade

Desemprego conjuntural:

Reflexo de uma instabilidade temporária, como uma crise econômica, que, mesmo momentaneamente, interfira diretamente no funcionamento de toda a sociedade.

Exemplos: na indústria, no início da década de 1990, a abertura da economia à entrada de veículos importados, que, em virtude do aumento da concorrência, ocasionou uma adaptação dos modos de produção das montadoras aqui instaladas às exigências do mundo globalizado; na atividade agropecuária, variações climáticas (seca prolongada, chuvas intensas, ocorrência de geadas), ou mesmo a proliferação de doenças que afetaram o gado bovino (febre aftosa), provocando elevadas taxas de demissão nos frigoríficos.

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